#1420

P e d r o L

Um novo fascismo difuso encontra a sua confirmação num novo regime da mentira que já não é o das máquinas de propaganda do totalitarismo político. É o que se passa com a mentira política, estudada no século XX, de [George] Orwell a Alexandre Koyré, como um produto do “genus totalitário”. As mentiras mais conspícuas, mesmo aquelas que se referem a dados de facto, estão hoje protegidas por um nefasto mas interessante fenómeno: há um ponto, difícil de apreender, em que as coisas se anulam por excesso e produzem o efeito contrário daquele para que foram concebidas. Os políticos podem hoje mentir sem consequências sobre o que disseram ontem ou há pouco tempo não por falta de escrutínio, mas por excesso dele. A multiplicação de microfones, câmaras de filmar, registos jornalísticos, comentários, análises e debates cria uma tal cacofonia e um tão grande teor de opacidade quanto o desejo de transparência…

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